Diagnóstico e tratamento da polineuropatia sensório-motora diabética na prática clínica

Diagnóstico e tratamento da polineuropatia sensório-motora diabética na prática clínica

Diagnóstico e tratamento da polineuropatia sensório-motora diabética na prática clínica

Sintomas, diagnóstico e tratamento da neuropatia diabética

A neuropatia diabética é uma complicação resultante das próprias condições da diabetes, afetando de 13 a 26% dos pacientes com a doença. Desse percentual, 50% podem ser assintomáticos. O tratamento é de fundamental importância, já que a polineuropatia sensório-motora diabética é responsável por dois terços das amputações de membros não-traumáticas.1-3

Pacientes diagnosticados com essa condição geralmente têm uma qualidade de vida e de sono menor que a população em geral. Porém, uma abordagem clínica apropriada pode evitar que as complicações aconteçam.1,2

Nesse sentido, profissionais de saúde podem impactar positivamente no bem-estar de seus pacientes quando realizam exames frequentes, além de orientá-los a identificar sinais e sintomas da neuropatia diabética.1,2

Quais as causas da neuropatia diabética?

Uma das causas que favorecem o desenvolvimento da neuropatia diabética é o tempo de convívio com a diabetes. Quanto maior o tempo, maiores as chances. Essa característica reforça a necessidade de acompanhamento médico durante todo o tratamento, pois a complicação pode progredir silenciosamente.2

Além disso, outras possíveis causas são:

  • idade;
  • altura;
  • tabagismo;
  • pressão alta;
  • hipoinsulinemia;
  • excesso de peso;
  • perfil lipídico adverso;
  • nível elevado de triglicérides;
  • controle inadequado da glicose;
  • presença de retinopatia e doença renal.1,2

Quais os sintomas da neuropatia diabética?

Os sintomas da neuropatia diabética mais comuns são:

  • alodinia;
  • disestesias;
  • parestesias;
  • hiperalgesia;
  • frio doloroso;
  • ataxia sensorial;
  • dor contínua e constante;
  • sensação de queimadura e ardência.1,2

O acompanhamento clínico é importante, pois o que preocupa é a fase crônica da neuropatia diabética. Quando esses sintomas persistem por três meses ou mais, é possível que o paciente tenha uma lesão ou doença no sistema nervoso somatossensorial periférico, causando a polineuropatia sensório-motora diabética.1

Como diagnosticar e tratar a neuropatia diabética?

O diagnóstico da neuropatia diabética analisa o histórico médico e neurológico geral, inspeção dos pés e exame neurológico. Alguns sinais como a alodinia ou quadros de dores à noite podem ajudar na avaliação clínica.1

Como ferramenta de análise, a intensidade dos quadros de dores pode ser medida usando a Escala Likert, um dos formatos mais populares e, consequentemente, mais indicados de montar perguntas para realizar pesquisas, ou escala analógica visual. Além disso, testes de sensação de vibração revelam se existem danos na função das grandes fibras nervosas sensoriais, já que a sensação de vibração diminui fisiologicamente com a idade.1

Outro instrumento de diagnóstico é o MNSI (Michigan Neuropathy Screening Instrument) para rastreamento de neuropatia.4

Sua avaliação é composta por um questionário de sintomas neuropáticos e exame físico em ambos os pés. O questionário de 15 itens consiste em perguntas de sim/não, sendo 13 itens que avaliam sintomas de neuropatia periférica diabética, um item avalia doença vascular periférica e um item avalia astenia geral.4

No exame físico, os pés são avaliados quanto à presença de deformidade, pele seca, calosidades, infecção, fissura e ulceração.4

Também são avaliados: a sensibilidade vibratória (utilizando um diapasão de 128 Hz), a sensibilidade à pressão (por um monofilamento de 10g) e o reflexo de Aquileu (tendão de Aquiles).4

As formas de prevenção também podem ser um recurso para evitar a neuropatia diabética. Isso inclui os cuidados com os pés, pois é o ponto de partida dos sintomas dessa condição, além de ter um controle eficaz de glicose e tomar a medicação (quando prescrita).2

Como tratamento para a neuropatia diabética, existem três formas de manejo comumente indicadas:

  • tratamento da diabetes;
  • tratamento para o alívio das dores;
  • farmacoterapia orientada patogenicamente.1

A neuropatia é uma condição séria que pode causar incapacidade e desconfortos significativos em quem vive com diabetes. É importante conhecer os fatores de risco e incentivar seus pacientes a praticarem hábitos de vida preventivos para reduzir a probabilidade de desenvolver a doença. Se a neuropatia já estiver presente, há uma variedade de tratamentos disponíveis para reduzir os sintomas e restaurar a função normal do nervo. Na seção Dor, do portal Viatris Connect, é possível encontrar conteúdos sobre essa condição, além de medicamentos indicados para neuropatias.

Acesse para saber mais!

FAQ

Pergunta 01

Causas da neuropatia diabética?

A neuropatia diabética é causada por:

  • idade;
  • altura;
  • abagismo;
  • pressão alta;
  • hipoinsulinemia;
  • excesso de peso;
  • perfil lipídico adverso;
  • nível elevado de triglicérides;
  • controle inadequado da glicose;
  • tempo de convívio com a diabetes;
  • presença de retinopatia e doença renal.1,2

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.

Pergunta 02

Sintomas da neuropatia diabética?

Os sintomas da neuropatia diabética são mais comuns são:

  • alodinia;
  • disestesias;
  • parestesias;
  • hiperalgesia;
  • frio doloroso;
  • ataxia sensorial;
  • dor contínua e constante;
  • sensação de queimadura e ardência.1,2

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.

Pergunta 03

Como diagnosticar a neuropatia diabética?

O diagnóstico da neuropatia diabética analisa o histórico médico e neurológico geral, inspeção dos pés e exame neurológico. Alguns sinais como a alodinia ou quadros de dores à noite podem ajudar na avaliação clínica.1

Como ferramenta de análise, a intensidade dos quadros de dores pode ser medida usando a Escala Likert ou escala analógica visual. Além disso, realizar testes de sensação de vibração revelam se existem danos na função das grandes fibras nervosas sensoriais, já que a sensação de vibração diminui fisiologicamente com a idade.1

Outro instrumento de diagnóstico é o MNSI (Michigan Neuropathy Screening Instrument) para rastreamento de neuropatia.4

Sua avaliação é composta por um questionário de sintomas neuropáticos e exame físico em ambos os pés.4

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.

Qual o tratamento da neuropatia diabética?

Como tratamento para a neuropatia diabética, existem três formas de manejo comumente indicadas:

  • tratamento da diabetes;
  • tratamento para o alívio das dores;
  • farmacoterapia orientada patogenicamente.1

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.

 

Referências:

  1. Ziegler D, Tesfaye S, Spallone V, Gurieva I, Al Kaabi J, Mankovsky B, Martinka E, Radulian G, Nguyen KT, Stirban AO, Tankova T, Varkonyi T, Freeman R,Kempler P, Boulton AJ. Screening, diagnosis and management of diabetic sensorimotor polyneuropathy in clinical practice: International expert consensus recommendations. Diabetes Res Clin Pract. 2022 Apr;186:109063. Epub 2021 Sep 20. PMID: 34547367. Disponível em: https://www.diabetesresearchclinicalpractice.com/article/S0168-8227(21)00422-8/fulltext. Acesso em: 10 jan. 2023. 
  2. Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Neuropatia Diabética. Disponível em: https://diabetes.org.br/neuropatia-diabetica. Acesso em: 26 jan. 2023.
  3. Center of Disease Control and Prevention (CDC). Diabetes Symptoms. Dezembro, 2022. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/basics/symptoms.html. Acesso em: 26 jan. 2023.
  4. Viatris. Classificação de Neuropatia de Michigan (MNSI-BRASIL). Disponível em: https://www.viatrisconnect.com.br/-/media/Project/Common/ViatrisConnectComBR/PDF/Escala-de-Michigan.pdf. Acesso em: 09 mai. 2023.

NON-2023-2403
BR-NON-2024-00084