Sexualidade na terceira idade: enfoque clínico e intervenções eficazes

saiba como pacientes idosos podem retomar relações satisfatórias com acompanhamento médico, promovendo confiança e qualidade de vida.

Sexualidade na terceira idade: implicações clínicas e impacto na qualidade de vida

A sexualidade do idoso muitas vezes é negligenciada, seja por estigmas sociais, tabus ou falta de diálogo familiar. Além disso, limitações físicas ou condições patológicas podem dificultar a manutenção das relações sexuais, impactando a vivência do prazer e do desejo na terceira idade.1

Como a falta de visibilidade do prazer e da intimidade afeta a qualidade de vida nessa fase?

Desafios e soluções para a função sexual masculina na terceira idade

A vida sexual na terceira idade enfrenta múltiplos desafios, além de alterações fisiológicas associadas à idade. A perda de libido, alterações hormonais, disfunções sexuais e comorbidades associadas ao envelhecimento podem reduzir a frequência e a qualidade das relações, impactando diretamente a autoestima, a intimidade e a saúde emocional dos pacientes.1

Além disso, o estigma social e a falta de diálogo familiar ou profissional perpetuam barreiras para a manutenção de uma vida sexual ativa, sendo o idoso frequentemente percebido como desinteressado ou inapto para práticas sexuais, o que fragiliza suas experiências na terceira idade.1

A compreensão de que a sexualidade engloba afeto, intimidade e expressão interpessoal reforça a relevância de abordagens clínicas que valorizem o bem-estar global do paciente, indo além do foco exclusivo na função sexual.1

Nesse contexto, o uso de fármacos como a sildenafila tem sido recorrente entre homens idosos, especialmente aqueles com condições como a hipertensão, para auxiliar na manutenção da função erétil e da vida sexual ativa, diante das alterações fisiológicas próprias da idade.1

Citrato de sildenafila na terceira idade

O citrato de sildenafila, um inibidor da fosfodiesterase-5, atua como um recurso valioso para homens na terceira idade que apresentam disfunção erétil. Seu uso, aliado a um acompanhamento clínico cuidadoso, permite que o paciente retome relações sexuais satisfatórias, reforçando a confiança e a percepção de eficácia do tratamento.2

A efetividade do medicamento é potencializada quando há orientação individualizada e ajuste da dose conforme a experiência do paciente. Instruções detalhadas e acompanhamento próximo facilitam o uso adequado, promovendo maior bem-estar, adesão contínua à terapia e uma experiência sexual mais consistente.2

Apesar das alterações hormonais, estruturais e moleculares que acompanham o avançar da idade e o acúmulo de fatores de risco, o citrato de sildenafila permanece uma opção eficaz para apoiar a função sexual masculina.3

Citrato de sildenafila e satisfação sexual do casal

O uso do citrato de sildenafila apoia não apenas o desempenho sexual do homem, mas também a experiência sexual da parceira, promovendo maior satisfação e reforçando a intimidade do casal. Integrar o acompanhamento de ambos durante o tratamento contribui para a adesão, melhora a confiança na terapia e fortalece a qualidade de vida sexual compartilhada.4

Vivendo a sexualidade do idoso sem barreiras

A sexualidade acompanha o ser humano ao longo de toda a vida, marcada por gestos, postura, fala, andar, voz, roupas, adornos, perfume e cada detalhe que expressa quem somos. Na maturidade avançada, vivê-la depende de como cada indivíduo lida com as mudanças físicas e sociais, em um contexto que ainda reforça barreiras e o estereótipo do idoso assexuado.5

O desejo continua presente, se manifesta em carícias, afeto e beijos, e vai muito além do ato sexual. Negar essa dimensão não só limita prazer e intimidade, mas também reforça o silêncio em torno da sexualidade na velhice, fazendo com que muitos abdiquem do próprio desejo para não serem discriminados.5

Viatris Connect: Suporte clínico e científico

O Viatris Connect disponibiliza informações sobre o citrato de sildenafila, além de conteúdos sobre urologia. Essas informações apoiam os profissionais de saúde na condução de cuidados integrados, contribuindo para o bem-estar e da qualidade de vida dos pacientes.

 

Referências:

  1. GASPAR, V. S.; BRITO, J. H. S.; NASCIMENTO, D. E. M. do. Saúde sexual na terceira idade: o desafio de compreender as vivências. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 3, n. 5, p. 13109–13125, set./out. 2020. DOI: 10.34119/bjhrv3n5-141.
  2. MCCULLOUGH, A. R.; CARSON, C. C.; HATZICHRISTOU, D. A prospective study of the beneficial effects of dose optimization and customized instructions on patient satisfaction with sildenafil citrate (Viagra®) for erectile dysfunction. Urology, v. 68, supl. 3A, p. 38–46, 2006. DOI: 10.1016/j.urology.2006.04.040.
  3. HATZIMOURATIDIS, Konstantinos. Sildenafil in the treatment of erectile dysfunction: an overview of the clinical evidence. Clinical Interventions in Aging, v. 1, n. 4, p. 403–414, 2006.
  4. CHEVRET-MÉASSON, M.; et al. Improvement in Quality of Sexual Life in Female Partners of Men with Erectile Dysfunction Treated with Sildenafil Citrate: Findings of the Index of Sexual Life (ISL) in a Couple Study. Journal of Sexual Medicine, v. 6, p. 761–769, 2009. DOI: 10.1111/j.1743-6109.2008.01146.x.
  5. DANTAS, D. V.;  et al. Sexualidade e qualidade de vida na terceira idade. Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, Vitória, v. 19, n. 4, p. 140–148, out./dez. 2017.


BR-VIAG-2025-00012 – nov./2025
BR-NON-2024-00084