Como a migrânea pode ser tratada?

 

Como a migrânea pode ser tratada?

Indivíduos que sofrem de migrânea enfrentam desafios diários que transcendem a mera aflição física. A imprevisibilidade das crises pode exercer impacto sobre suas atividades diárias, relacionamentos interpessoais e desempenho profissional. É nesse contexto que a intervenção dos profissionais de saúde se torna imperativa.1

O que é migrânea?

A migrânea é mais do que uma mera cefaleia; trata-se de um distúrbio do sistema nervoso central, uma síndrome clínica prevalente. Caracterizada por episódios recorrentes de cefaleia pulsátil de intensidade moderada a intensa, desprovidos de função protetora, a migrânea é acompanhada por sintomas, como aura, náusea, vômito, fotofobia, fonofobia e sensibilidade ao movimento da cabeça.2

A migrânea transcende uma condição individual, configurando-se como um desafio de saúde pública que afeta milhões globalmente. Estudos epidemiológicos evidenciam uma prevalência na população geral variando de 10 a 12%, enquanto a forma crônica atinge de 2 a 4% da população.3

Geralmente, sua manifestação inicia-se durante a puberdade, e impacta predominantemente indivíduos entre 30 e 50 anos, gerando significativa perda de produtividade, afetando aproximadamente 67% dos pacientes. Notavelmente, essa condição acomete mais frequentemente mulheres, numa proporção de 2:1, atribuível às influências hormonais inerentes.3

Esses números enfatizam a urgência de uma abordagem abrangente no tratamento e na gestão da migrânea.

Qual o papel dos médicos no tratamento da enxaqueca?

Os profissionais de saúde desempenham um papel crucial na jornada dos pacientes com migrânea. A compreensão aprofundada da condição, aliada à empatia, permite uma abordagem mais eficaz no manejo da enxaqueca. A orientação adequada sobre opções terapêuticas desempenha papel significativo na busca por melhor qualidade de vida.

No Brasil, destaca-se uma inovação promissora para pacientes com migrânea. O bromidrato de eletriptana é indicado para o tratamento da manifestação aguda da enxaqueca, proporcionando uma abordagem eficaz e segura para o alívio das crises.7

Bromidrato de eletriptana: eficácia comprovada

Comparado a outras triptanas orais, o bromidrato de eletriptana demonstrou superioridade no alívio da dor de cabeça, conforme evidenciado por uma meta-análise abrangente envolvendo 74 ensaios clínicos duplo-cego e randomizados. Os desfechos primários incluíram resposta sem dor em 2 horas e resposta sustentada sem dor em 24 horas, enquanto os desfechos secundários abordaram a resposta à cefaleia em 2 horas e a resposta sustentada à cefaleia em 24 horas.8

A análise, conduzida por meio de meta-análises Bayesianas de comparação de tratamentos múltiplos, empregou uma abordagem de efeitos aleatórios com ajuste de meta-regressão para a dose. Os resultados, apresentados como odds ratios com intervalos de 95% de credibilidade, consolidam a posição do bromidrato de eletriptana como uma opção terapêutica destacada no tratamento agudo da enxaqueca.8

A conscientização sobre a importância do tratamento adequado e a introdução de inovações como o bromidrato de eletriptana representam avanços significativos na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.8

Profissionais de saúde interessados em explorar soluções como o bromidrato de eletriptana podem acessar o Portal Viatris Connect para obter informações atualizadas sobre produtos Viatris e conteúdo científico especializado em suas áreas de atuação.

FAQ

O que é migrânea?

A migrânea é muito mais do que uma simples dor de cabeça. Este distúrbio do sistema nervoso central é uma síndrome clínica comum, caracterizada por ataques episódicos recorrentes de cefaleia com qualidade pulsátil e intensidade moderada a intensa, que não têm propósito protetor.2

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.

Como a migrânea pode ser tratada?

O bromidrato de eletriptana elege-se como um medicamento para tratamento da migrânea. Estudos demonstraram eficácia superior no alívio da dor de cabeça em comparação com outras triptanas orais, conforme evidenciado por uma abrangente meta-análise envolvendo 74 ensaios clínicos duplo-cego e randomizados.8

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.


Referências:

1. World Health Organization (WHO). Headache disorders. Disponível em: <https://who.int/news-room/fact-sheets/detail/headache-disorders>. Acesso em: 07 dez. 2023.
2. Lance JW, Goadsby PJ. Mechanism and Management of Headache. London, England: Butterworth-Heinemann; 1998; Silberstein SD, Lipton RB, Goadsby PJ. Headache in Clinical Practice. 2nd ed. London, England: Martin Dunitz; 2002; Olesen J, Tfelt-Hansen P, Welch KMA. The Headaches. 2nd ed. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins; 2000.
3. Lipton RB, Stewart WF, Diamond S, Diamond ML, Reed M. Prevalence and burden of migraine in the United States: data from the American Migraine Study II. Headache. 2001 Jul-Aug;41(7):646-57. doi: 10.1046/j.1526-4610.2001.041007646.x. PMID: 11554952.
4. Souza NE, Calumby ML, Afonso EO, Nogueira TZS, Pereira ABCNG. Cefaleia: migrânea e qualidade de vida. Revista de Saúde;6(2):23-6.
5. MoraisMSBBF, Benseñor IM. Como diagnosticar e tratar cefaleias primárias. Rev Bras Med. 2009;66(6):138-47.
6. Morillo LE, Alarcon F, Aranaga N, Aulet S, Chapman E, Conterno L, et al. Latin American Migraine Study Group. Prevalence of migraine in Latin America. Headache. 2005;45(2):106-17.
7. Bula do produto Zeforus (bromidrato de eletriptana).
8. Thorlund K, Mills EJ, Wu P, et al. Comparative efficacy of triptans for the abortive treatment of migraine: a multiple treatment comparison meta-analysis. Cephalalgia. 2014;34(4):258-267.

 

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Referências:

  1. Ziegler D, Tesfaye S, Spallone V, Gurieva I, Al Kaabi J, Mankovsky B, Martinka E, Radulian G, Nguyen KT, Stirban AO, Tankova T, Varkonyi T, Freeman R,Kempler P, Boulton AJ. Screening, diagnosis and management of diabetic sensorimotor polyneuropathy in clinical practice: International expert consensus recommendations. Diabetes Res Clin Pract. 2022 Apr;186:109063. Epub 2021 Sep 20. PMID: 34547367. Disponível em: https://www.diabetesresearchclinicalpractice.com/article/S0168-8227(21)00422-8/fulltext. Acesso em: 10 jan. 2023. 
  2. Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Neuropatia Diabética. Disponível em: https://diabetes.org.br/neuropatia-diabetica. Acesso em: 26 jan. 2023.
  3. Center of Disease Control and Prevention (CDC). Diabetes Symptoms. Dezembro, 2022. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/basics/symptoms.html. Acesso em: 26 jan. 2023.
  4. Viatris. Classificação de Neuropatia de Michigan (MNSI-BRASIL). Disponível em: https://www.viatrisconnect.com.br/-/media/Project/Common/ViatrisConnectComBR/PDF/Escala-de-Michigan.pdf. Acesso em: 09 mai. 2023.

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Insuficiência Cardíaca no Brasil

 

 

Insuficiência cardíaca: desafios da adesão ao tratamento

As doenças cardiovasculares representam um dos principais desafios para a saúde pública em todo o mundo, sendo responsáveis por significativas taxas de mortalidade.

Estima-se que cerca de 14 milhões de brasileiros enfrentem alguma forma de doença cardiovascular, conforme dados fornecidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.1

O tratamento dessas condições abrange diversas abordagens que incluem o acesso aos medicamentos, orientações nutricionais, prática de atividades físicas, entre outros.2

Dentre essas patologias, destaca-se a insuficiência cardíaca, uma condição clínica complexa e progressiva que afeta milhões de pessoas no mundo.1,2

A importância do diagnóstico eficaz da insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca é uma condição crônica que afeta o coração e compromete sua capacidade de bombear o sangue de forma eficaz.3

À medida que a insuficiência cardíaca progride, os pacientes podem experimentar uma redução na capacidade de exercício e dificuldade em realizar atividades cotidianas.3

Além dos sintomas relatados pelos pacientes, a insuficiência cardíaca pode ser identificada por meio de sinais físicos observados durante o exame clínico. O acúmulo de fluidos pode levar ao edema em extremidades inferiores e em outros locais, como os pulmões (edema pulmonar). Durante o exame, o profissional de saúde pode detectar taquicardia, ritmos cardíacos anormais e sopro cardíaco, que são indicativos de possível comprometimento cardíaco.3

O diagnóstico adequado da insuficiência cardíaca requer exames complementares específicos, como o ecocardiograma, permitindo a avaliação da função cardíaca. Já o eletrocardiograma é fundamental para identificar ritmos cardíacos anormais e alterações elétricas no coração. Além disso, a medição de biomarcadores cardíacos, como o peptídeo natriurético tipo B, também pode fornecer informações importantes para apoiar o diagnóstico.4

A classificação da insuficiência cardíaca é essencial para determinar a gravidade da doença e guiar o tratamento adequado. A classificação funcional mais amplamente utilizada é a da New York Heart Association (NYHA), que varia de classe I (sem sintomas durante atividade física) a classe IV (sintomas mesmo em repouso).3,4

Apesar de ser um problema cardíaco debilitante, o diagnóstico precoce é beneficial para o tratamento e a qualidade de vida dos pacientes, refletindo positivamente na saúde pública do Brasil.4

Impacto da insuficiência cardíaca no sistema de saúde

No Brasil, são mais de 3 milhões de pessoas afetadas pela insuficiência cardíaca, sendo a principal causa de hospitalização do sistema cardiovascular. Estima-se que 240 mil novos casos sejam diagnosticados por ano.5,8

O paciente tem expectativa de vida reduzida, com sobrevida mediana após o diagnóstico, de 1,7 anos para homens e 3,2 anos para mulheres.7

Quando avaliado o tratamento clínico, em até 90 dias após a alta hospitalar, 50% dos pacientes são readmitidos. Já a mortalidade intra-hospitalar é superior a 12%. Além disso, apenas 35% dos pacientes recebem orientações adequadas na alta hospitalar.7

Com um cenário desafiador, é importante explorar os tratamentos disponíveis, buscando melhorias na qualidade de vida e resultados clínicos positivos para os pacientes.4

Quais os tratamentos para insuficiência cardíaca?

O tratamento da insuficiência cardíaca visa melhorar a vida do paciente, reduzindo sintomas e complicações, além de diminuir o avanço da doença.

As principais abordagens terapêuticas incluem:2,4

Medicamentosa: diversos medicamentos podem ser prescritos para o tratamento da insuficiência cardíaca. Entre os mais comuns estão:

● inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA);
● betabloqueadores;
● diuréticos;
● antagonistas do receptor de mineralocorticoides.2,4

Dispositivos implantáveis: alguns pacientes podem se beneficiar da implantação de dispositivos médicos, como:4

● ressincronizador cardíaco (marcapasso especial);
● desfibrilador cardioversor implantável (DCI);
● cirurgia.4

Estilo de vida saudável: adotar um estilo de vida saudável é fundamental para o manejo da insuficiência cardíaca. Isso inclui manter uma dieta equilibrada, reduzir o consumo de sal, praticar exercícios físicos regulares e não fumar.4

Monitoramento e acompanhamento: a insuficiência cardíaca é uma condição crônica que requer acompanhamento médico frequente. O monitoramento adequado é essencial para ajustar os medicamentos conforme necessário e detectar possíveis complicações precocemente.4

Quais os desafios para a adesão ao tratamento cardiovascular?

A adesão ao tratamento da doença cardiovascular é um desafio tanto para o paciente, que precisa adaptar seu estilo de vida, quanto para o médico, que deve comunicar os riscos e benefícios da terapia.4

Pesquisas mostram que muitas pessoas no Brasil não seguem adequadamente o tratamento com medicamentos para doenças crônicas. Assim, é necessário que os profissionais de saúde trabalhem juntos para enfrentar as diferenças regionais e sociais existentes.9

Para melhorar a aderência, é fundamental que a Cardiologia preventiva moderna enfatize a conscientização, intervenção e comunicação como principais ferramentas. Além disso, a conversa entre o médico e paciente deve ser revista, com maior tempo de consulta e acompanhamento dedicado à compreensão das questões emocionais, psicológicas e sociais e econômicas dos pacientes.9,10

O médico deve explicar detalhadamente ao paciente sobre os medicamentos necessários para o tratamento, incluindo os horários e os possíveis efeitos colaterais.9

Além disso, é importante destacar aos pacientes que algumas escolhas de estilo de vida podem afetar a saúde do coração. Boas práticas incluem exercícios físicos, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro, e adotar uma alimentação saudável.9,10

Saiba mais sobre a nova opção de tratamento para pacientes com IC no Brasil, afim de garantir uma redução da mortalidade e hospitalização dos pacientes com ICFEr.

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FAQ

Quais os sintomas da insuficiência cardíaca?

Os sintomas variam entre os pacientes, sendo os mais comuns a dispneia (falta de ar), fadiga, inchaço em membros inferiores e ganho de peso. À
medida que a insuficiência cardíaca progride, os pacientes podem experimentar uma redução na capacidade de exercício e dificuldade em
realizar atividades cotidianas.3

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Quais os tratamentos para insuficiência cardíaca?

Os tratamentos para insuficiência cardíaca incluem medicamentos, dispositivos médicos implantáveis, cirurgias, adoção de um estilo de vida
saudável e monitoramento médico regular.2,4

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Quais os desafios para a adesão ao tratamento cardiovascular?

Desafios para a adesão ao tratamento cardiovascular incluem complexidade do tratamento, efeitos colaterais, falta de compreensão, fatores psicossociais, acesso limitado, falta de suporte e comportamentos não saudáveis. A abordagem multidisciplinar, comunicação clara e apoio são essenciais para superar esses obstáculos.9

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Referências:

1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA (Brasil). Cardiômetro. 2022. Disponível em: http://www.cardiometro.com.br/. Acesso em: 25 out. 2023.
2. BRAGA, Fabiana Goulart Marcondes; MURAD, Ciro Mancilha. Análise crítica dos estudos com eplerenona em pacientes após infarto agudo do miocárdio (EPHESUS) e com insuficiência cardíaca (EMPHASIS-HF). CronoCardio: Tempo a favor da vida. São Paulo, p. 1-14. 2023. Disponível em: https://www.viatrisconnect.com.br/-/media/Project/Common/ViatrisConnectComBR/PDF/REVISTA-CRONOCARDIO.pdf. Acesso em: 26 jul. 2023.
3. BRASIL. Ministério da Saúde. Minas Gerais. Atenção Especializada. Insuficiência Cardíaca (IC) no Adulto: avaliação inicial - crônica. Avaliação Inicial - Crônica. Disponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/insuficiencia-cardiaca-(IC)-no-adulto/atencao-especializada/avaliacao-inicial/#pills-avaliacao-clinica. Acesso em: 26 jul. 2023.
4. MARCONDES-BRAGA, Fabiana G. et al. Atualização de tópicos emergentes da Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca–2021. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, p. 1174-1212, 2021.
5. Stevens B, Pezzullo L, Verdian L, Tomlinson J, George A, Bacal F. The Economic Burden of Heart Conditions in Brazil. Arq Bras Cardiol. 2018 Jul;111(1):29-36.
6. Oliveira GMM,Brant LCC, Polanczyk CA, Biolo A, Nascimento BR, Malta DC, Souza MFM, et al. Estatística Cardiovascular – Brasil 2020. Arq. Bras. Cardiol. 2020;115(3):308-439.
7. Albuquerque DC, Neto JD, Bacal F, et al. I Brazilian Registry of Heart Failure - Clinical Aspects, Care Quality and Hospitalization Outcomes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2015 Jun;104(6):433-442.
8. Cestari VRF, Garces TS, Sousa GJB, et al. Spatial Distribution of Mortality for Heart Failure in Brazil, 1996 - 2017. Distribuição Espacial de Mortalidade por Insuficiência Cardíaca no Brasil, 1996-2017. Arq Bras Cardiol. 2022;118(1):41-51.
9. Duffy EY, Ashen D, Blumenthal RS, Davis DM, Gulati M, Blaha MJ, et al. Communication approaches to enhance patient motivation and adherence in cardiovascular disease prevention. Clinical Cardiology. 2021. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.ov/pmc/articles/PMC8427972/. Acesso em: 23 out. 2023.
10. Marcelo D, Giorgi A. Estratégias para melhorar a adesão ao tratamento anti-hipertensivo Strategies for improvement of compliance to high blood pressure treatment Hipertensão arterial tratamento, adesão. Rev Bras Hipertens. 2006. Disponível em: http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/13-1/11-estrategias-para-melhorar.pdf. Acesso em: 25 out. 2022.

 

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Adesão do paciente cardiovascular ao tratamento

 

 

Como melhorar a adesão do paciente cardiovascular ao tratamento?

A aderência do paciente cardiovascular ao tratamento é um fator crítico para o sucesso da terapêutica, ao ser uma das principais razões pelas quais muitos pacientes não alcançam seus objetivos de saúde. Saiba como mudar este cenário!1,2

Pacientes com doenças cardiovasculares precisam seguir um regime de tratamento, muitas vezes, rigoroso e contínuo, o que inclui tomar medicamentos prescritos, seguir uma dieta saudável, fazer exercícios físicos regularmente, controlar o estresse e manter um estilo de vida saudável.1,2

No entanto, muitos pacientes encontram desafios em seguir todos esses passos, o que pode resultar em complicações graves.1,2

Dessa forma, o médico pode ajudar a garantir que o paciente siga o tratamento prescrito e alcance seus objetivos de saúde.1,2

Qual o papel do médico na adesão do paciente ao tratamento cardiovascular?

O papel do médico é crucial para ajudar os pacientes a aderirem ao tratamento prescrito. Os médicos precisam educar os pacientes sobre os benefícios de seguir o tratamento, além de ajudá-los a entender a importância de cada passo do regime terapêutico.1

É essencial que os médicos sejam empáticos e compreensivos com as dificuldades que os pacientes podem enfrentar para aderir ao tratamento. É preciso estar disposto a trabalhar em conjunto com os pacientes para desenvolver um plano que seja realista e acessível, considerando as necessidades e limitações de cada indivíduo.1

Estudos indicam que a baixa adesão ao tratamento medicamentoso para doenças crônicas no Brasil é significativa, e as diferenças regionais, demográficas e de atenção à saúde do paciente e regime terapêutico exigem ações coordenadas entre profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e formuladores de políticas para enfrentá-las.1

Como a abordagem médica pode mudar esse paradigma?

Um estudo publicado em 2021, intitulado "Abordagens de comunicação para aumentar a motivação e adesão do paciente na prevenção de doenças cardiovasculares", destaca que a conscientização, intervenção e comunicação são as principais ferramentas da cardiologia preventiva moderna para aumentar a adesão ao tratamento.1

Para isso, é necessária uma mudança de paradigma na abordagem da relação médico-paciente, com mais tempo de consulta e acompanhamento dedicado à mentalidade emocional, psicológica e socioeconômica que os pacientes trazem para as decisões sobre sua saúde.1

O estudo enfatiza que essa abordagem leva a um vínculo mais sólido entre médico e paciente, melhorando a satisfação do paciente com seus cuidados e, o mais importante, melhorando seus resultados de saúde.1

A interação entre médico e paciente é fundamental para a adesão contínua ao tratamento, e o médico deve detalhar a complexidade dos esquemas de tratamento, benefícios, efeitos colaterais dos medicamentos, entre outros.1

Outro estudo, realizado em 2014, avaliou a associação entre o nível de informações recebidas pelo paciente e sua adesão ou não ao tratamento cardiovascular. Os resultados comprovaram que 81,4% dos pacientes que tiveram informações completas sobre dieta, atividade física, tabagismo e ingestão de bebida alcoólica acabaram mudando seus hábitos.1

5 dicas para melhorar a adesão do paciente ao tratamento

Como vimos, o médico é peça-chave para o paciente entender os benefícios da adesão medicamentosa. Assim, algumas práticas podem ajudar.

  • Faça o seu paciente entender todo o processo. Explique aos pacientes por que é importante seguir o tratamento prescrito, destacando, principalmente, os benefícios do tratamento e os riscos de não segui-lo adequadamente.2,3
  • Estabeleça metas alcançáveis. Definir metas alcançáveis para os pacientes pode ajudá-los a sentirem-se mais motivados a seguir o tratamento. Ajude-os a estabelecer metas realistas e mensuráveis que estejam alinhadas aos objetivos do tratamento.2,3
  • Quando possível, simplifique o tratamento. Tentar simplificar o tratamento o máximo possível, prescrevendo medicamentos que possam ser tomados com menos frequência ou que tenham menos efeitos colaterais pode ajudar o paciente a enfrentar as dificuldades do dia a dia. Além disso, o aspecto socioeconômico deve ser considerado.3
  • Mantenha-se perto. Incentivar uma boa comunicação com os pacientes fará com que eles se sintam mais confortáveis para compartilhar suas preocupações, dúvidas e desafios. Uma boa comunicação pode ajudar os pacientes a lidarem melhor com o tratamento e a se sentirem mais motivados.1-3
  • Forneça recursos adicionais. Alguns materiais, como folhetos informativos, vídeos educativos ou links para sites confiáveis, podem ajudá-los a entender melhor sua condição e o tratamento prescrito.2,3

Algumas variáveis podem interagir e contribuir para a dificuldade em manter uma adesão adequada, como aspectos socioeconômicos, comportamentais e psicológicos do paciente, complexidade do regime terapêutico, efeitos colaterais dos medicamentos, entre outros. Todas essas variáveis precisam ser consideradas pelo médico ao elaborar um plano de tratamento e ao orientar o paciente cardiovascular sobre as medidas necessárias para uma adesão efetiva.3

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FAQ

Qual o papel do médico na adesão do paciente ao tratamento cardiovascular?

O papel do médico é crucial para ajudar os pacientes a aderirem ao tratamento prescrito. Os médicos precisam educar os pacientes sobre os benefícios de seguir a terapêutica, além de ajudá-los a entender a importância de cada passo do regime terapêutico.1

Além disso, é essencial que os médicos sejam empáticos e compreensivos com as dificuldades que os pacientes podem enfrentar para aderir ao tratamento. É preciso estar disposto a trabalhar em conjunto com os pacientes para desenvolver um plano que seja realista e acessível, considerando as necessidades e limitações de cada indivíduo.1

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.

Como a abordagem médica contribui para a adesão do paciente cardiovascular ao tratamento?

Um estudo publicado em 2021, intitulado "Abordagens de comunicação para aumentar a motivação e adesão do paciente na prevenção de doenças cardiovasculares", destaca que a conscientização, intervenção e comunicação são as principais ferramentas da cardiologia preventiva moderna para aumentar a adesão ao tratamento.1

Para isso, é necessária uma mudança de paradigma na abordagem da relação médico-paciente, com mais tempo de consulta e acompanhamento dedicado à mentalidade emocional, psicológica e socioeconômica que os pacientes trazem para as decisões sobre sua saúde.1

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.

Como melhorar a adesão do paciente cardiovascular ao tratamento?

O médico desempenha um papel importante para garantir a adesão do paciente ao tratamento prescrito. Algumas práticas que podem ajudar incluem explicar ao paciente por que é importante seguir o tratamento, estabelecer metas alcançáveis, simplificar a terapêutica sempre que possível, manter uma boa comunicação com o paciente e fornecer recursos adicionais, como folhetos informativos e vídeos educativos.1-3

Essas práticas podem ajudar a garantir que o paciente compreenda os benefícios do tratamento e esteja motivado a seguir o plano prescrito.1-3

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Referências:

1. Viatris Connect. O desafio da adesão ao tratamento do paciente cardiovascular. Disponível em: https://www.viatrisconnect.com.br/pt-BR/Therapeutic-Areas/Cardiovascular/Artigo--O-desafio-da-adesao-ao-tratamento-do-paciente-cardiovascular. Acesso em: 11 de maio de 2023.
2. Viatris Connect. Guia: suporte ao paciente cardiovascular. Disponível em: https://www.viatrisconnect.com.br/-/media/Project/Common/ViatrisConnectComBR/PDF/guia_suporte_ao_paciente_cardiovascular_ago_2022_vi
atris.pdf. Acesso em: 11 de maio de 2023.
3. SILVA, M. S. R.; BURGOS, U. M. M. C. Assessment of adherence to prevention of cardiovascular disease in users of the family health strategy . Research, Society and Development, [S. l.], v. 10, n. 7, p. e39210716778, 2021. DOI:
10.33448/rsd-v10i7.16778. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/16778. Acesso em: 11 de maio de 2023.

 

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Descubra o Circulation Journal na plataforma OVID

 

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Acesso gratuito ao Circulation Journal na OVID pelo Portal Viatris Connect

A OVID é uma fonte inesgotável de conhecimento e inovação no campo da saúde e, especialmente, da Cardiologia.

Já o Circulation Journal destaca-se como uma das principais publicações de impacto no cenário cardiológico.

Por dentro do Circulation Journal…

O Circulation Journal é uma publicação científica de renome no campo da Cardiologia, amplamente reconhecida por seu impacto e contribuições significativas para a Medicina. Publicado pela American Heart Association, o Circulation Journal é uma revista especializada que abrange uma ampla gama de tópicos relacionados à saúde do coração e ao sistema circulatório.1

Essa revista desempenha um papel crucial na disseminação de pesquisas originais, estudos clínicos, descobertas inovadoras e desenvolvimentos relevantes. O conteúdo do Circulation Journal é revisado por pares, garantindo assim a qualidade e a precisão das informações apresentadas.1

O Journal abrange diversos tipos de conteúdo, incluindo:

Manuscritos originais: artigos científicos que apresentam pesquisas novas e originais no campo da Cardiologia. Esses manuscritos frequentemente descrevem estudos conduzidos por pesquisadores que exploram questões relevantes para a saúde cardiovascular.1

Estudos observacionais: investigação de populações e coletas de dados para identificar tendências, fatores de risco e correlações relacionadas a doenças cardiovasculares.1

Ensaios clínicos: apresentação de estudos controlados e randomizados que avaliam a eficácia de intervenções médicas, medicamentos, procedimentos cirúrgicos e terapias em pacientes com doenças cardíacas.1

Epidemiologia: análise de padrões de saúde cardiovascular em populações, incluindo fatores de risco, prevalência e impacto na saúde pública.1

Revisões e meta-análises: sínteses sistemáticas de pesquisas anteriores, analisando e interpretando resultados de múltiplos estudos para extrair conclusões mais abrangentes.1

O Circulation Journal desempenha um papel crucial no avanço da prática clínica e na evolução dos cuidados com a saúde cardiovascular. Ao fornecer um espaço para a publicação de pesquisas inovadoras, a revista estimula a troca de conhecimento entre os profissionais de saúde, promovendo o desenvolvimento de abordagens mais eficazes para prevenir, diagnosticar e tratar doenças cardíacas.1

O Portal Viatris Connect, ao conceder acesso gratuito ao Circulation Journal, ajuda pesquisadores, profissionais de saúde e encontrarem informações sobre esta área.1

Os artigos originais publicados no Circulation fornecem insights profundos sobre estudos de ponta, permitindo que a comunidade científica se mantenha informada sobre as mais recentes descobertas e abordagens de tratamento.1

Como acessar o Circulation Journal de forma gratuita?

Para ter acesso é preciso realizar um cadastro no Portal. O registro é fácil e rápido. Preencha alguns campos obrigatórios, como nome, título, especialidade, e-mail e senha, assim, você poderá acessar a OVID.

A disponibilidade do Circulation Journal na plataforma OVID, por meio do Portal Viatris Connect, representa um passo importante na democratização do acesso ao conhecimento científico de ponta.

Isso permite que médicos, pesquisadores, estudantes e outros interessados tenham a oportunidade de se atualizar com as mais recentes descobertas e avanços na cardiologia, contribuindo assim para um melhor entendimento das doenças cardíacas e para o aprimoramento dos cuidados com a saúde cardiovascular em todo o mundo.

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FAQ

O que é o Circulation Journal?

O Circulation Journal é uma publicação científica de renome no campo da Cardiologia, amplamente reconhecida por seu impacto e contribuições significativas para a Medicina. Publicado pela American Heart Association, o Circulation Journal é uma revista especializada que abrange uma ampla gama de tópicos relacionados à saúde do coração e ao sistema circulatório.1

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.

Como acessar o Circulation Journal?

Para ter acesso é preciso realizar um cadastro no Portal. O registro é fácil e rápido. Preencha alguns campos obrigatórios, como nome, título, especialidade, e-mail e senha, assim, você poderá acessar a OVID.

A disponibilidade do Circulation Journal na plataforma OVID, por meio do Portal Viatris Connect, representa um passo importante na democratização do acesso ao conhecimento científico de ponta.

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Referência:

1. American Heart Association. Circulation. Disponível em: https://www.ahajournals.org/journal/circ. Acesso em: 25 out. 2023.

 

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Orientações médicas sobre atividades físicas para pacientes de fibromialgia

Saiba como os exercícios físicos podem minimizar a dor relacionada à fibromialgia

A fibromialgia é uma doença que afeta diretamente a qualidade de vida dos pacientes, por isso, a orientação do profissional de saúde é fundamental para minimizar a dor. Neste contexto, os exercícios físicos podem contribuir para redução dos efeitos da patologia.1

A fibromialgia é uma síndrome clínica que se manifesta, principalmente, pela dor no corpo todo, em especial na musculatura. Com a dor, outros sintomas podem aparecer, como fadiga, sono não reparador (o paciente acorda cansado), alterações de memória e atenção, ansiedade, distúrbios de humor, depressão e alterações intestinais.1

Outra característica marcante da patologia é a grande sensibilidade ao toque e à compressão da musculatura.1

Todos esses sintomas comprometem a qualidade de vida dos pacientes, sendo necessária uma abordagem integrada e multidisciplinar. Assim, estudos demonstram que, aliado ao tratamento, os exercícios físicos parecem ser eficazes, proporcionando alívio da dor e de outros sintomas.1

O que dizem as Sociedades Médicas?

Segunda a European League Against Rheumatism (EULAR), em uma meta-análise, para todo tratamento de fibromialgia deve ser recomendado algum tipo de exercício físico.1

Já as revisões Cochrane avaliaram os efeitos de exercícios aeróbicos, de resistência e treinamento de exercícios mistos para adultos com fibromialgia. Conforme o estudo, as atividades aeróbicas melhoram a qualidade de vida, a função física e reduzem a dor do paciente. Neste estudo, houve baixa evidência de que as atividades físicas melhoram a função multidimensional - dor, sensibilidade e força muscular em mulheres com fibromialgia.1

Outra recente revisão sistemática relatou que o exercício combinado fornece grande redução na dor com evidência moderada, enquanto uma revisão Cochrane posterior concluiu que o exercício misto teve efeitos incertos.1

Apesar dos resultados atuais, ainda é incerto qual o melhor tipo de exercício físico - alongamento, resistência ou aeróbico - ou se a combinação deles podem ser suficientes para minimizar a dor.1

Outra discussão está relacionada à intensidade, duração e frequência das atividades físicas para redução da dor de pacientes com fibromialgia.1

Um estudo complementar…

Kolak, Ardıç e Fındıkoğlu avaliaram os efeitos de três tipos de programas de exercícios para dor, sintomas, qualidade de vida, depressão e composição corporal em mulheres com fibromialgia, com objetivo de mensurar qual método é mais o eficaz.1

Grupo de estudo

O estudo prospectivo, randomizado, de três braços, de centro único, foi realizado entre junho de 2019 e dezembro de 2019. Pacientes do sexo feminino entre 18 e 65 anos diagnosticadas com fibromialgia, conforme os Critérios Preliminares para o Diagnóstico de Fibromialgia (ACR) 2016, foram selecionadas para a análise.1 De 54 pacientes que iniciaram o treinamento físico, foram analisados os dados de 41 pacientes, com idade média entre 24 e 62 anos. O detalhamento do método e da análise podem ser consultadas aqui!1

Resultados

Os grupos supervisionados que praticaram exercícios aeróbicos e de resistência combinados com alongamento tiveram maiores reduções na dor e na gravidade da fibromialgia, em comparação com o grupo que realizou alongamento domiciliar sem supervisão.1

Embora tenha havido uma redução significativa da dor nos grupos de exercícios de alongamento e resistência, não houve diferença significativa com o grupo controle. O efeito dos exercícios de resistência combinado com o alongamento foi mais eficaz do que apenas exercícios de alongamento.1

Os resultados do estudo indicam que 12 semanas de treinamento físico reduzem a dor e melhoram o impacto da fibromialgia. Além disso, o fortalecimento aeróbico/muscular supervisionado, combinado com exercícios de alongamento, reduz a dor e a gravidade da síndrome mais do que apenas um exercício de alongamento em casa.1

Confira outros conteúdos médicos no portal Viatris Connect e contemple as principais atualizações da Medicina na sua prática clínica. Acesse para saber mais sobre diversas áreas terapêuticas!

FAQ

Pergunta 01

O que é fibromialgia?

A fibromialgia é uma síndrome clínica que se manifesta, principalmente, pela dor no corpo todo, em especial na musculatura. Com a dor, outros sintomas podem aparecer, como fadiga, sono não reparador (o paciente acorda cansado), alterações de memória e atenção, ansiedade, distúrbios de humor, depressão e alterações intestinais.1

Consulte um especialista para mais informações.

Pergunta 02

Exercícios físicos melhoram a dor relacionada à fibromialgia?

Sim, alguns estudos demonstraram que a prática de exercícios físicos pode contribuir para redução da dor e melhora na qualidade de vida do paciente com fibromialgia.1

Consulte um especialista para mais informações.

Pergunta 03

Qual o melhor exercício físico para minimizar a dor relacionada à fibromialgia?

O fortalecimento aeróbico/muscular supervisionado, combinado com exercícios de alongamento, reduz a dor e a gravidade da fibromialgia.1

Consulte um especialista para mais informações.


Referências:

  1. Kolak E, Ardıç F, Fındıkoğlu G. Effects of different types of exercises on pain, quality of life, depression, and body composition in women with fibromyalgia: A three-arm, parallel-group, randomized trial. Arch Rheumatol. 2022 May 7;37(3):444-455. doi: 10.46497/ArchRheumatol.2022.9190. PMID: 36589612; PMCID: PMC9791552. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9791552/. Acesso em: 15 fev. 2023.

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Revisão dos Tratamentos para Dor Neuropática Central

Revisão dos Tratamentos para Dor Neuropática Central

Dor neuropática central: tudo o que você precisa saber

Estima-se que 10% da população mundial desenvolva dor neuropática central, entretanto, o diagnóstico é mais complexo do que se parece. Neste artigo, reunimos as principais características da doença e como deve ser realizado o diagnóstico. Confira!1

A dor neuropática central é definida como um distúrbio neurológico resultante de danos nas vias sensoriais do sistema nervoso central (SNC), incluindo o cérebro, tronco cerebral e/ou medula espinhal. Especificamente, ela pode ser atribuída às lesões ou doenças do SNC, por isso, conhecer os sintomas e o histórico do paciente contribuirá para um diagnóstico rápido.1

Quais os sintomas da dor neuropática central? 

Os sinais de dor, geralmente, são constantes — podendo ser intermitentes em alguns casos — e podem ser leves, moderados ou intensos.1

Os indivíduos afetados podem se tornar hipersensíveis aos estímulos dolorosos.1

A dor pode variar de um indivíduo para outro, a depender da causa subjacente do distúrbio e da área afetada do sistema nervoso central.1

Na dor neuropática central, os sinais de dor se alteram por meio de múltiplos mecanismos. Por exemplo, sinais nociceptivos ectópicos podem ser gerados erroneamente, sinais normais de dor podem ser inapropriadamente modulados e/ou sustentados, ou sinais podem ser propagados inadequadamente até o cérebro.1

Os principais sintomas variam entre:

  • dor;
  • formigamento;
  • queimação;
  • choques e/ou dormência.1

Entender a causa e os sintomas norteará os primeiros passos para o diagnóstico correto.1

Como diagnosticar a dor neuropática central?

O diagnóstico é um grande desafio para os profissionais de saúde, pois depende dos sintomas clínicos que geralmente se apresentam de forma ampla. Além disso, nenhum exame único ou específico consegue concluir o diagnóstico.1

Suspeita-se da doença em pacientes que relatam queixas de dor por mais de três meses, após lesão cerebral ou lesão medular, ou que apresentam doença concomitante, como esclerose múltipla (EM) ou doença de Parkinson (DP).1

Exames clínicos para avaliação dos sintomas, análise física e o histórico do paciente são fundamentais para fechar o diagnóstico. Nesse momento, é essencial que o médico saiba de possíveis condições ou lesões do paciente, bem como os medicamentos que estão sendo administrados no momento.1

Pacientes com comprometimento neurológico podem ser ainda mais desafiadores para o diagnóstico conclusivo. Nesses casos, é importante realizar uma análise diferencial em relação às dores de origem musculoesquelética, ou mesmo, com neuropatias periféricas, já que alguns sintomas, como queimação, frio doloroso e formigamento, são parecidos nessas condições.1

Neste contexto, a diferenciação entre dor neuropática de origem periférica e central se dá pela análise ampla da história clínica, dos resultados do exame físico e outros exames complementares, como eletroneuromiografia e ressonância magnética.1

Como é feito o tratamento da dor neuropática central?

O objetivo do tratamento é proporcionar uma melhora na qualidade de vida do paciente e possível ganho funcional, a partir de terapias invasivas ou não.1

Tratamento medicamentoso

A primeira linha de tratamento médico costuma ser a farmacoterapia conservadora. Ao contrário dos episódios agudos de dor, a dor neuropática central é frequentemente refratária aos analgésicos comuns, como anti-inflamatórios não esteroides.1

As recomendações farmacológicas indicam antidepressivos e anticonvulsivantes como medicamentos de primeira linha. Em um segundo momento, podem ser prescritos opioides fracos e tratamentos tópicos. Posteriormente, podem ser administrados opioides mais fortes, toxina botulínica A, quando a dor é refratária ao tratamento médico padrão.1

Tratamento cirúrgico

Os procedimentos cirúrgicos são indicados para aqueles pacientes que continuam apresentando dores mesmo após a farmacoterapia, ou quando os eventos adversos inviabilizam sua utilização.1

Entre as abordagens cirúrgicas estão a estimulação do córtex motor, estimulação cerebral profunda ou procedimentos ablativos.1

Tratamento não invasivo

Existem ainda as técnicas não farmacológicas que podem ser complementares, como fisioterapia, mudança no estilo de vida para reduzir níveis de estresse e meditação mindfulness. Além disso, o acompanhamento de um psicólogo também ajuda o paciente a encontrar estratégias para lidar com a dor.1

Importância do tratamento humanizado para promoção da qualidade de Vida

Com tantos desafios que envolvem a jornada do paciente com dor neuropática central, é fundamental que as terapias sejam personalizadas, com uma abordagem sistemática, para garantir um tratamento mais eficaz, tolerável e seguro para as necessidades dos pacientes.1

Planos individualizados devem ser propostos considerando os sintomas específicos de cada paciente. Somado a isso, o atendimento multidisciplinar contribuirá para definições terapêuticas completas, garantindo a qualidade de vida do paciente.1

O portal Viatris Connect disponibiliza conteúdos médicos para orientar profissionais de saúde em sua prática clínica. Acesse para saber mais sobre diversas áreas terapêuticas!

FAQ

Pergunta 01

O que é dor neuropática central?

A dor neuropática central é definida como um distúrbio neurológico resultante de danos nas vias sensoriais do sistema nervoso central (SNC), incluindo o cérebro, tronco cerebral e/ou medula espinhal. Especificamente, ela pode ser atribuída às lesões ou doenças do SNC (não disfunção), por isso, conhecer os sintomas e o histórico do paciente contribuirá para um diagnóstico rápido.1

Consulte um especialista para mais informações.

Pergunta 02

Como diagnosticar a dor neuropática central?

O diagnóstico é um grande desafio para os profissionais de saúde, pois depende, na maioria, dos sintomas clínicos que geralmente se apresentam de forma ampla. Além disso, nenhum exame único ou específico consegue concluir o diagnóstico.1

Suspeita-se da doença em pacientes que relatam queixas de dor por mais de 3 meses, após lesão cerebral ou lesão medular, ou que apresentam doença concomitante, como esclerose múltipla (EM) ou doença de Parkinson (DP).1

Exames clínicos para avaliação dos sintomas, análise física e o histórico do paciente são fundamentais para fechar o diagnóstico.

Consulte um especialista para mais informações.

Pergunta 03

Como é feito o tratamento da dor neuropática central?

A primeira linha de tratamento médico costuma ser a farmacoterapia conservadora.1

As recomendações farmacológicas indicam antidepressivos e anticonvulsivantes como medicamentos de primeira linha. Em um segundo momento, podem ser prescritos opioides fracos e tratamentos tópicos. Posteriormente, podem ser administrados opioides mais fortes, toxina botulínica A, quando a dor é refratária ao tratamento médico padrão.1

Existem, ainda, alternativas cirúrgicas e não invasivas que podem complementar o tratamento.1

Consulte um especialista para mais informações.


Referências:

  1. Sheldon BL, Olmsted ZT, Sabourin S, Heydari E, Harland TA, Pilitsis JG. Review of the Treatments for Central Neuropathic Pain. Brain Sci. 2022 Dec 16;12(12):1727. doi: 10.3390/brainsci12121727. PMID: 36552186; PMCID: PMC9775950. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9775950/<https:>. Acesso em: 07 fev. 2023.

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Diagnóstico e tratamento da polineuropatia sensório-motora diabética na prática clínica

Diagnóstico e tratamento da polineuropatia sensório-motora diabética na prática clínica

Sintomas, diagnóstico e tratamento da neuropatia diabética

A neuropatia diabética é uma complicação resultante das próprias condições da diabetes, afetando de 13 a 26% dos pacientes com a doença. Desse percentual, 50% podem ser assintomáticos. O tratamento é de fundamental importância, já que a polineuropatia sensório-motora diabética é responsável por dois terços das amputações de membros não-traumáticas.1-3

Pacientes diagnosticados com essa condição geralmente têm uma qualidade de vida e de sono menor que a população em geral. Porém, uma abordagem clínica apropriada pode evitar que as complicações aconteçam.1,2

Nesse sentido, profissionais de saúde podem impactar positivamente no bem-estar de seus pacientes quando realizam exames frequentes, além de orientá-los a identificar sinais e sintomas da neuropatia diabética.1,2

Quais as causas da neuropatia diabética?

Uma das causas que favorecem o desenvolvimento da neuropatia diabética é o tempo de convívio com a diabetes. Quanto maior o tempo, maiores as chances. Essa característica reforça a necessidade de acompanhamento médico durante todo o tratamento, pois a complicação pode progredir silenciosamente.2

Além disso, outras possíveis causas são:

  • idade;
  • altura;
  • tabagismo;
  • pressão alta;
  • hipoinsulinemia;
  • excesso de peso;
  • perfil lipídico adverso;
  • nível elevado de triglicérides;
  • controle inadequado da glicose;
  • presença de retinopatia e doença renal.1,2

Quais os sintomas da neuropatia diabética?

Os sintomas da neuropatia diabética mais comuns são:

  • alodinia;
  • disestesias;
  • parestesias;
  • hiperalgesia;
  • frio doloroso;
  • ataxia sensorial;
  • dor contínua e constante;
  • sensação de queimadura e ardência.1,2

O acompanhamento clínico é importante, pois o que preocupa é a fase crônica da neuropatia diabética. Quando esses sintomas persistem por três meses ou mais, é possível que o paciente tenha uma lesão ou doença no sistema nervoso somatossensorial periférico, causando a polineuropatia sensório-motora diabética.1

Como diagnosticar e tratar a neuropatia diabética?

O diagnóstico da neuropatia diabética analisa o histórico médico e neurológico geral, inspeção dos pés e exame neurológico. Alguns sinais como a alodinia ou quadros de dores à noite podem ajudar na avaliação clínica.1

Como ferramenta de análise, a intensidade dos quadros de dores pode ser medida usando a Escala Likert, um dos formatos mais populares e, consequentemente, mais indicados de montar perguntas para realizar pesquisas, ou escala analógica visual. Além disso, testes de sensação de vibração revelam se existem danos na função das grandes fibras nervosas sensoriais, já que a sensação de vibração diminui fisiologicamente com a idade.1

Outro instrumento de diagnóstico é o MNSI (Michigan Neuropathy Screening Instrument) para rastreamento de neuropatia.4

Sua avaliação é composta por um questionário de sintomas neuropáticos e exame físico em ambos os pés. O questionário de 15 itens consiste em perguntas de sim/não, sendo 13 itens que avaliam sintomas de neuropatia periférica diabética, um item avalia doença vascular periférica e um item avalia astenia geral.4

No exame físico, os pés são avaliados quanto à presença de deformidade, pele seca, calosidades, infecção, fissura e ulceração.4

Também são avaliados: a sensibilidade vibratória (utilizando um diapasão de 128 Hz), a sensibilidade à pressão (por um monofilamento de 10g) e o reflexo de Aquileu (tendão de Aquiles).4

As formas de prevenção também podem ser um recurso para evitar a neuropatia diabética. Isso inclui os cuidados com os pés, pois é o ponto de partida dos sintomas dessa condição, além de ter um controle eficaz de glicose e tomar a medicação (quando prescrita).2

Como tratamento para a neuropatia diabética, existem três formas de manejo comumente indicadas:

  • tratamento da diabetes;
  • tratamento para o alívio das dores;
  • farmacoterapia orientada patogenicamente.1

A neuropatia é uma condição séria que pode causar incapacidade e desconfortos significativos em quem vive com diabetes. É importante conhecer os fatores de risco e incentivar seus pacientes a praticarem hábitos de vida preventivos para reduzir a probabilidade de desenvolver a doença. Se a neuropatia já estiver presente, há uma variedade de tratamentos disponíveis para reduzir os sintomas e restaurar a função normal do nervo. Na seção Dor, do portal Viatris Connect, é possível encontrar conteúdos sobre essa condição, além de medicamentos indicados para neuropatias.

Acesse para saber mais!

FAQ

Pergunta 01

Causas da neuropatia diabética?

A neuropatia diabética é causada por:

  • idade;
  • altura;
  • abagismo;
  • pressão alta;
  • hipoinsulinemia;
  • excesso de peso;
  • perfil lipídico adverso;
  • nível elevado de triglicérides;
  • controle inadequado da glicose;
  • tempo de convívio com a diabetes;
  • presença de retinopatia e doença renal.1,2

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.

Pergunta 02

Sintomas da neuropatia diabética?

Os sintomas da neuropatia diabética são mais comuns são:

  • alodinia;
  • disestesias;
  • parestesias;
  • hiperalgesia;
  • frio doloroso;
  • ataxia sensorial;
  • dor contínua e constante;
  • sensação de queimadura e ardência.1,2

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.

Pergunta 03

Como diagnosticar a neuropatia diabética?

O diagnóstico da neuropatia diabética analisa o histórico médico e neurológico geral, inspeção dos pés e exame neurológico. Alguns sinais como a alodinia ou quadros de dores à noite podem ajudar na avaliação clínica.1

Como ferramenta de análise, a intensidade dos quadros de dores pode ser medida usando a Escala Likert ou escala analógica visual. Além disso, realizar testes de sensação de vibração revelam se existem danos na função das grandes fibras nervosas sensoriais, já que a sensação de vibração diminui fisiologicamente com a idade.1

Outro instrumento de diagnóstico é o MNSI (Michigan Neuropathy Screening Instrument) para rastreamento de neuropatia.4

Sua avaliação é composta por um questionário de sintomas neuropáticos e exame físico em ambos os pés.4

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.

Qual o tratamento da neuropatia diabética?

Como tratamento para a neuropatia diabética, existem três formas de manejo comumente indicadas:

  • tratamento da diabetes;
  • tratamento para o alívio das dores;
  • farmacoterapia orientada patogenicamente.1

Saiba mais sobre o assunto em Viatris Connect.


Referências:

  1. Ziegler D, Tesfaye S, Spallone V, Gurieva I, Al Kaabi J, Mankovsky B, Martinka E, Radulian G, Nguyen KT, Stirban AO, Tankova T, Varkonyi T, Freeman R,Kempler P, Boulton AJ. Screening, diagnosis and management of diabetic sensorimotor polyneuropathy in clinical practice: International expert consensus recommendations. Diabetes Res Clin Pract. 2022 Apr;186:109063. Epub 2021 Sep 20. PMID: 34547367. Disponível em: https://www.diabetesresearchclinicalpractice.com/article/S0168-8227(21)00422-8/fulltext. Acesso em: 10 jan. 2023. 
  2. Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Neuropatia Diabética. Disponível em: https://diabetes.org.br/neuropatia-diabetica. Acesso em: 26 jan. 2023.
  3. Center of Disease Control and Prevention (CDC). Diabetes Symptoms. Dezembro, 2022. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/basics/symptoms.html. Acesso em: 26 jan. 2023.
  4. Viatris. Classificação de Neuropatia de Michigan (MNSI-BRASIL). Disponível em: https://www.viatrisconnect.com.br/-/media/Project/Common/ViatrisConnectComBR/PDF/Escala-de-Michigan.pdf. Acesso em: 09 mai. 2023.

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Transtornos mentais em profissionais de saúde

A estigmatização dos transtornos mentais em profissionais de saúde

Um estudo veiculado no New England Journal of Medicine (NEJM) afirma que o número de artigos científicos sobre burnout em profissionais de saúde, publicados em 2022, foi 10 vezes maior que há 20 anos. Esse crescimento é relevante para a comunidade médica, evidenciando os sintomas de transtornos mentais relatados por esses profissionais, chamando atenção para o problema.1

Um estudo realizado na Espanha, em 2020, com 1.459 profissionais de saúde apontou que 80,6% deles tinham algum tipo de sofrimento psicológico decorrente do trabalho.2

Outro estudo com o mesmo público-alvo, mas realizado na China (2020), constatou que 39% dos profissionais de saúde apresentavam algum transtorno psicológico. Nesse mesmo país, uma pesquisa online, em 2021, procurou entender como estava a saúde mental desses profissionais. A partir das respostas de 6.317 participantes, o resultado foi que 17,5% provavelmente tinham depressão, enquanto 17,9% provavelmente tinham ansiedade.2

Lembrando que um diagnóstico clínico só pode ser feito individualmente em consulta médica.

Ainda sobre os estudos com profissionais de saúde, 3.075 trabalhadores de Singapura foram analisados a partir dos testes: Oldenburg Burnout Inventory (OLBI), Safety Attitudes Questionnaire (SAQ) e Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS). Os resultados mostraram que 79,7% deles apresentavam sinais de burnout.2

A saúde mental é algo que a OMS (Organização Mundial da Saúde) alerta desde antes da pandemia. Em 2019, 970 milhões de pessoas conviviam com algum tipo de transtorno mental.3

 

Nesse sentido, é importante ver que temas relacionados a transtornos mentais têm sido objetos de estudos, atuando como uma ferramenta de conscientização. Ainda existem estigmas que associam doenças mentais a fraquezas, causando uma série de complicações que dificultam diagnosticar e tratar profissionais de saúde que precisam de ajuda.1,4

Todos os esforços precisam ser feitos para que esses profissionais recebam os cuidados necessários. Para que o bem-estar seja uma solução, é preciso garantir que esses estigmas deixem de existir.1,4

Os transtornos mentais ainda são vistos como sinal de fraqueza

As experiências da pandemia de Covid-19 evidenciaram que estresse e sobrecarga de trabalho são fatores que favorecem o desenvolvimento de transtornos mentais, como ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout. Esses fatores contribuem para que a prevalência de casos de depressão em médicos seja cinco vezes maior do que na população em geral.1,3

O cenário não é favorável e torna-se ainda mais complicado com a falta de consenso acadêmico sobre o tema. O termo “burnout” foi citado de 142 maneiras diferentes em 182 artigos publicados em todo o mundo. Por conta disso, ainda é comum associar que um profissional esgotado precisa descansar, enquanto um profissional deprimido precisa se tratar.1,2

Qual a relação entre burnout e depressão?

Burnout e depressão têm uma relação mais próxima do que se imagina. As avaliações feitas a partir do Maslach Burnout Inventory, alinhadas à definição da OMS sobre burnout, apresentam três escores importantes para a análise clínica: despersonalização, redução do senso de realização pessoal e exaustão emocional, sendo que esse último tem uma forte correlação com a depressão.1,5

Se utilizada corretamente, essa ferramenta pode elucidar respostas que ajudam no diagnóstico e tratamento de transtornos mentais em profissionais de saúde. O objetivo é oferecer cuidados que impactem positivamente na vida dessas pessoas para que elas possam ter mais qualidade de vida no trabalho e fora dele.1,5

Os cuidados com a saúde mental fazem parte do Viatris Connect, criado para conectar profissionais da saúde à informação. Confira outros materiais sobre o Sistema Nervoso Central em nosso site.

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FAQ

Pergunta 01
Quais os principais transtornos mentais diagnosticados em profissionais de saúde?
Os principais transtornos mentais diagnosticados em profissionais de saúde são depressão, ansiedade e Síndrome de Burnout. 1

Consulte um especialista para mais informações.

Pergunta 02
Como diagnosticar Síndrome de Burnout em profissionais de saúde?
Os resultados do Maslach Burnout Inventory estão alinhados à definição da OMS sobre burnout. Essa ferramenta apresenta três escores importantes para a análise clínica: despersonalização, redução do senso de realização pessoal e exaustão emocional.1

Consulte um especialista para mais informações.

Pergunta 03
Quais os principais sinais de transtornos mentais em profissionais de saúde?
Os principais sinais de transtornos mentais são cansaço e estresse, sendo que podem estar associados ao excesso de carga de trabalho.3

Referências:

  1. Sen, Srijan. Is It Burnout or Depression? Expanding Efforts to Improve Physician Well-Being. N Engl J Med 2022; 387:1629-1630. Disponível em: https: www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmp2209540. Acesso em: 11 jan.2023.
  2. Drago, Laila Crespo. O impacto da pandemia na saúde mental dos profissionais de saúde: uma revisão de literatura. Universidade Federal de Santa Catarina, 2022. Disponível em: https: repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/234238/10.%20tcr_laila%20crespo%20drago.pdf?sequence="1&isAllowed=y. Acesso em: 23 jan. 2023.
  3. OMS (Organização Mundial da Saúde). World mental health report: Transforming mental health for all. Disponível em: https: www.who.int/publications/i/item/9789240049338. Acesso em: 11 jan. 2023.
  4. Eder Samuel Oliveira Dantas. Saúde mental dos profissionais de saúde no Brasil no contexto da pandemia por Covid-19. Interface. Unesp. 2021. Disponível em: https: www.scielo.br/j/icse/a/rcwq43y7mydk8hjq5fzlpxg. Acesso em: 11 jan. 2023.
  5. Harvard Business Review. How to Measure Burnout Accurately and Ethically. Março, 2021. Disponível em: https:hbr.org/2021/03/how-to-measure-burnout-accurately-and-ethically. Acesso em: 11 jan. 2023 .

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O que é Cuidado Colaborativo e como essa prática clínica pode ser efetiva nos cuidados com transtornos mentais?

Aplicação do método de Cuidado Colaborativo na saúde mental

De acordo com dados do último relatório da OMS, 970 milhões de pessoas em todo mundo convivem com algum tipo de transtorno mental, sendo que apenas 29% estão em tratamento. A demanda pelo atendimento tem sido ineficiente para contemplar o número de pacientes que precisam de ajuda, exigindo novos modelos que ampliem o alcance e a eficácia dos cuidados com a saúde mental.1

A iniciativa para criar soluções que impactem no bem-estar e qualidade de vida das pessoas com transtornos mentais deve partir dos profissionais de saúde. Nesse sentido, o Cuidado Colaborativo surge como uma opção.2

O que é o modelo de Cuidado Colaborativo?

Cuidado Colaborativo é uma abordagem clínica que integra o atendimento na atenção primária a especialistas em cuidados com transtornos mentais. Ele é composto por uma equipe de profissionais da saúde que colaboram entre si para que o paciente seja atendido com agilidade. O Cuidado Colaborativo é pautado em 5 elementos essenciais:
  1. equipe multidisciplinar de cuidados centrados no paciente;
  2. atenção aos pacientes sem respostas ao tratamento;
  3. tratamento das necessidades individuais do paciente;
  4. cuidados baseados em evidências;
  5. cuidado responsável.2

Esse modelo foi desenvolvido pela Universidade de Washington e testado em mais de 80 ensaios clínicos randomizados em todo o mundo. O Cuidado Colaborativo tem o objetivo de corrigir problemas que prejudicam a qualidade de vida de pacientes com transtornos mentais, como a dificuldade de atendimento especializado e o tempo de tratamento demorado.3-5

Como o Cuidado Colaborativo funciona na prática?

O Cuidado Colaborativo inicia no primeiro contato do paciente com um profissional de saúde. Quando o médico identifica a necessidade de cuidados com a saúde mental, entra em contato com o Behavioral Health Care Manager (BHCM), responsável por fazer a triagem das informações. Em seguida, o paciente é encaminhado ao especialista com base nas suas necessidades médicas.2,4

O BHCM está no centro dessa operação, orientado pelos 5 elementos do Cuidado Colaborativo para garantir que o paciente receba o melhor atendimento.2,4

1 - Equipe de cuidados centrados no paciente

Esse trabalho é feito com o objetivo de aumentar a adesão do paciente ao tratamento, fazer com que ele veja e sinta os resultados no seu dia a dia. Para isso, os profissionais de saúde trocam informações entre si para entender as necessidades do paciente, além de conversarem com o paciente sobre as etapas do tratamento.2,4

2 - Atenção aos pacientes sem respostas ao tratamento

Identificar pacientes que não estão apresentando melhoras no tratamento e garantir que eles tenham todo o suporte necessário para não desistirem do processo.2

3 - Tratamento das necessidades individuais do paciente

Acompanhar frequentemente os indicadores que medem a eficácia do tratamento. Essa análise se mostra efetiva para fazer qualquer ajuste necessário, caso o paciente não demonstre melhora do seu quadro clínico.2

4 - Cuidados baseados em evidências

Oferecer tratamentos baseados em pesquisa que comprovam a eficácia dos métodos utilizados, deixando o paciente confiante no sucesso dos resultados.2

5 - Cuidado responsável

Garantir ao paciente que a equipe médica é comprometida com os resultados clínicos, não apenas com o volume de serviços prestados.2

Como o cuidado colaborativo pode ajudar no combate aos transtornos mentais?

Os transtornos mentais são responsáveis por 25% de todos os diagnósticos médicos no mundo. No entanto, a maior parte dos atendimentos acontecem na atenção primária, por clínicos gerais. Isso cria uma etapa a mais no processo de diagnóstico. O Cuidado Colaborativo opera de forma integrada: tanto profissionais quanto pacientes têm participação efetiva nos procedimentos, o que possibilita mais agilidade e resultados positivos no tratamento.2-5

Os atendimentos realizados com o modelo de Cuidado Colaborativo mostraram ser possível iniciar o tratamento de 75% dos pacientes em até 6 meses.4,5

Além disso, o tratamento de depressão com abordagens tradicionais têm um tempo médio de 52 semanas. Com os Cuidados Colaborativos, esse tempo é reduzido para 16 semanas.4,5 Assim, essa abordagem clínica se apresenta como uma solução para os profissionais de saúde.

A saúde mental afeta a maneira como uma pessoa pensa, se comporta e interage com outras pessoas em sua vida. Quando está desequilibrada, os pacientes podem se sentir sobrecarregados e variedade de problemas de lidar com a vida cotidiana e acarretar uma variedade de problemas, como depressão, ansiedade, distúrbios alimentares e abuso de substâncias. Pode levar algum tempo para aqueles com problemas de saúde mental entrarem no caminho certo, mas fazer pequenas mudanças pode fazer uma grande diferença. Por isso, é importante se atualizar sobre o assunto e trabalhar para promover a qualidade de vida dos pacientes.4

Pensando nisso, o Viatris Connect criou o Guia Saúde Mental Pós Pandemia no Brasil, para que profissionais de saúde possam se orientar sobre as melhores práticas clínicas dessa área.

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FAQ

Pergunta 01
O que é o modelo de Cuidado Colaborativo?
O modelo de Cuidado Colaborativo é uma abordagem clínica que integra o atendimento na atenção primária a especialistas em cuidados com transtornos mentais. Ele é composto por uma equipe de profissionais da saúde que colaboram entre si para que o paciente seja atendido com agilidade.2,4

Consulte um especialista para mais informações.

 

Pergunta 02
Como o Cuidado Colaborativo funciona na prática?
O Cuidado Colaborativo inicia no primeiro contato do paciente com o profissional de saúde. Quando o médico identifica a necessidade de cuidados com a saúde mental, entra em contato com o Behavioral Health Care Manager (BHCM), responsável por conectar clínico geral, paciente e especialista.2,4

O BHCM tem todas as informações para realizar uma triagem assertiva, selecionando um especialista capaz de atender às necessidades do paciente. Para que todos trabalhem em sintonia, o Cuidado Colaborativo se baseia em 5 elementos essenciais.2,4

Consulte um especialista para mais informações.

Pergunta 03
Quais os 5 elementos essenciais do Cuidado Colaborativo?
O Cuidado Colaborativo se baseia em 5 elementos essenciais.2

  1. Equipe de cuidados centrados no paciente.
  2. Atenção aos pacientes sem respostas ao tratamento.
  3. Tratamento das necessidades individuais do paciente.
  4. Cuidados baseados em evidências.
  5. Cuidado responsável.2
Consulte um especialista para mais informações.

Referências:

  1. ONU (Organização das Nações Unidas). 1 bilhão de pessoas vivem com algum transtorno mental, afirma OMS. Junho, 2022. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2022/06/1792702. Acesso em: 24 jan. 2023.
  2. American Psychiatric Association. Learn About the Collaborative Care Model. Disponível em: https://aims.uw.edu/collaborative-care. Acesso em: 24 jan. 2023.
  3. University of Washington. COLLABORATIVE CARE. Disponível em: https://www.psychiatry.org/psychiatrists/practice/professional-interests/integrated-care/learn. Acesso em: 24 jan. 2023.
  4. Reist, Christopher MD, MBAa,b; Petiwala, Incia BSc; Latimer, Jennifer LCSWc; Raffaelli, Sarah Borish PhDc; Chiang, Maurice MSc,*; Eisenberg, Daniel PhDd;Campbell, Scott MDe. Collaborative mental health care: A narrative review. Medicine 101(52):p e32554, December 30, 2022. Disponível em: https://journals.lww.com/md-journal/Fulltext/2022/12300/Collaborative_mental_health_care__A_narrative.21.aspx. Acesso em: 4 jan. 2023.
  5. Kroenke, K., Unutzer, J. Closing the False Divide: Sustainable Approaches to Integrating Mental Health Services into Primary Care. J GEN INTERN MED 32,404–410 (2017). Disponível em: https://doi.org/10.1007/s11606-016-3967-9. Acesso em: 24 jan. 2023.


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Transtornos mentais em jovens

Análise sistemática de transtornos mentais em jovens

Um estudo conduzido no Reino Unido com 3.600 crianças e adolescentes de 43 escolas introduziu atividades semanais de mindfulness (prática que ajuda na concentração) durante a rotina escolar dos alunos, com o objetivo de ajudá-los a lidar com preocupações e situações estressantes. Após um ano, Willem Kuyken, psiquiatra à frente da pesquisa, constatou que o exercício não teve influência na melhora da saúde mental.1

O que esse e outros estudos apontam é um crescente número de diagnósticos de transtornos mentais em jovens, associados ao contexto dos eventos traumáticos da humanidade. Guerras, crises políticas e econômicas e desastres naturais são gatilhos desse problema de saúde global.1

A descoberta de Kuyken ajuda a elucidar que medidas paliativas são insuficientes para curar jovens com transtornos mentais profundos e complexos.1

Como está a saúde mental dos jovens?

Até meados da década de 90, pesquisadores tinham o consenso que depressão era uma doença exclusiva da idade adulta. Porém, ao iniciar estudos sobre transtornos mentais em crianças a partir dos 3 anos, foi possível perceber que o problema sempre existiu, mas estava apenas encoberto. Por conta disso, os diagnósticos aumentaram consideravelmente.1

Entre 1995 e 2014, o número de jovens entre 4 e 24 anos diagnosticados com transtornos mentais no Reino Unido subiu de 0,8% para 4,8%. No Líbano, uma pesquisa da Universidade Americana de Beirute com 1.500 jovens entre 5 e 18 anos apontou que 33% sofriam com algum transtorno psiquiátrico.

Esses dados se conectam ao fato de que 50% dos diagnósticos de transtornos mentais acontecem aos 14 anos, e 75% até os 24 anos. Ou seja, os problemas relacionados à saúde mental estão presentes no dia a dia dos jovens.1,2

Por conta disso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) chama a atenção para o Plano de Ação Integral de Saúde Mental 2013–2030, com metas globais para tratar os transtornos mentais, prevenir problemas de saúde mental e promover o bem-estar das pessoas.3

 

Como atuar na prática para cuidar de transtornos mentais em jovens?

A OMS estima que 1,4 milhão de adolescentes em todo mundo sofrem com algum tipo de transtorno mental e, segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “Todos conhecemos alguém afetado por transtornos mentais [...] O investimento em saúde mental é um investimento em uma vida e um futuro melhores para todos”.

Nesse sentido, a OMS tem um plano de ação com as seguintes propostas:

  • aprofundar o valor e o compromisso que são dados à saúde mental;
  • reorganizar os entornos que influenciam a saúde mental, incluindo lares, comunidades, escolas, locais de trabalho, serviços de saúde;
  • reforçar a atenção à saúde mental mudando os lugares, modalidades e pessoas que oferecem e recebem os serviços.3

Contextualizados pelo cenário apresentado nas pesquisas científicas, pelas propostas da OMS e o conhecimento médico no assunto, o trabalho dos profissionais de saúde têm os métodos necessários para oferecer os cuidados indispensáveis para cuidar da saúde dos jovens.1,3

Cada oportunidade de estabelecer diálogos e encontrar soluções que promovam a saúde mental é um passo adiante para ter sucesso no enfrentamento dessa crise.1,3

A saúde mental em jovens e adolescentes é um tema de discussão e debate cada vez mais presente em todo o mundo. Eles estão cada vez mais expostos aos problemas sociais que a sociedade enfrenta diariamente e, por vezes, não conseguem lidar sem o apoio adequado e acesso a serviços de saúde mental. Os efeitos desses transtornos mentais não podem ser subestimados, pois podem ter implicações ao longo da vida se não forem resolvidos. Por isso, é importante entender os efeitos e as causas desses problemas e trabalhar para melhorar seu acesso aos recursos adequados.

Acompanhar as atualizações sobre a saúde mental pode ajudar a ter uma prática clínica de qualidade. O portal Viatris Connect disponibiliza materiais para orientar profissionais de saúde no dia a dia de trabalho.

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FAQ

Pergunta 01
O que mais afeta a saúde mental dos jovens?
Estudos apontam que o crescente número de diagnósticos de transtornos mentais em jovens está associado ao contexto dos eventos traumáticos da humanidade. Guerras, crises políticas e econômicas e desastres naturais são gatilhos desse problema de saúde global.1

Consulte um especialista para mais informações.

Pergunta 02
Como está a saúde mental em jovens?
Estudos relatam que o aumento de pesquisas sobre a saúde mental de jovens coincide com o aumento do número de casos de transtornos mentais. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 1,4 milhão de adolescentes em todo o mundo sofrem com algum tipo de transtorno mental. Isso coincide com o fato que 50% dos diagnósticos de transtornos mentais acontecem aos 14 anos, e 75% até os 24 anos.1-3

Consulte um especialista para mais informações.

Pergunta 03
Como ajudar jovens a cuidar da saúde mental?
Os profissionais de saúde têm um papel importante no tratamento de jovens com transtornos mentais. É no dia a dia do consultório, estabelecendo diálogos com cada um de seus pacientes, que especialistas atuam como protagonistas na transformação da vida dos jovens.1,3

Consulte um especialista para mais informações. 

Referências:

  1. Sohn, Emily. Tackling the mental-health crisis in young people. Nature 608, S39-S41 (2022). Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-022-02206-9. Acesso em: 25 jan. 2023.
  2. Kessler RC, Berglund P, Demler O, Jin R, Merikangas KR, Walters EE. Lifetime Prevalence and Age-of-Onset Distributions of DSM-IV Disorders in the National Comorbidity Survey Replication. Arch Gen Psychiatry. 2005;62(6):593–602. doi:10.1001/archpsyc.62.6.593. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/jamapsychiatry/fullarticle/208678. Acesso em: 25 jan. 2023.
  3. OMS (Organização Mundial da Saúde). OMS destaca necessidade urgente de transformar saúde mental e atenção. Junho, 2022. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/17-6-2022-oms-destaca-necessidadeurgente-transformar-saude-mental-e-atencao. Acesso em: 25 jan. 2023.

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